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DIARIO DE CAMPO - CHAPADA DOS VEADEIROS - 1o. DIA

08/04/2008

 

     

Manhã em São Paulo

Destino Brasília/DF:  Saída de São Paulo...1:20 h de vôo até Brasília.

Sobrevôo pelo planalto central...grandes e inúmeras fazendas agrícolas de soja, soja, soja... e de gado, gado e mais gado...


Visitas: Ministérios da Cultura e Turismo para coleta de dados


Tarde na Rodoviária


Destino Alto Paraíso:  Saída da rodoviária...4 h até Alto Paraíso.  Paradas por São Gabriel e São Jõao D´Aliança

Por estarmos na capital do país, a rodoviária ainda está longe do que deveria proporcionar em termos de estrutura, limpeza e serviços...


Tivemos a informação de que o transporte era bom, porém subir num micro ônibus foi uma surpresa, apesar das boas condições do veículo.  Além de nossa equipe que ia a trabalho, havia ainda ciganos, agricultores e turistas finlandeses.  Uma mistura que já demonstrava o que encontraríamos pela frente, a diversidade.


Com o micro ônibus cruzamos pelas cidades de São Gabriel e São João D’Aliança, cidades tipicamente agrícolas.  Muitos agricultores e moradores da região subiam e desciam pelo percurso em meio àquela imensidão das fazendas cortadas pela estrada.  Olhávamos de um lado...do outro...e, vez em quando avistava-se uma casinha lá no meio da plantação para onde supostamente seguiriam.  Casais de velhos agricultores, mulheres com crianças e, jovens que os esperavam na beira da estrada montados numa velha bicicleta.

















Aos poucos a paisagem começava a mudar.  A planície das plantações foi sendo substituída por serras, colinas, até vislumbrarmos os grandes platôs que caracterizam os arredores do parque nacional, assim como a vegetação do cerrado brasileiro.


Quase noite em Alto Paraíso - GO


Muitos dos passageiros desembarcaram na pequena cidade da qual o parque faz jurisdição, Alto Paraíso.  Mas acreditem, o micro ônibus ainda seguiria para cidades do Estado do Tocantins!


Da pequena cidade, que por sinal é bem simpática com muitas pousadas, restaurantes, operadoras e agências de turismo, bancos, comércio e serviços, seguimos com nosso serviço de guia – Guia São Jorge – num veículo 4 x 4, pois dali, ainda teriamos mais 35 km de estrada em terra batida até a Vila São Jorge, pequeno povoado onde está a entrada do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, ou simplesmente PNCV.


O entardecer do planalto central é realmente deslumbrante.  A imensidão do céu, dos grandes morros que saltam em sua direção, dos vales que se abrem em nosso caminho à Vila São Jorge, dos paredões que nos acompanham ao lado da estrada, mostram a força da natureza e, ao mesmo tempo, sua fragilidade diante de atos inconseqüentes do homem.


Noite em Vila São Jorge


Chegamos à pousada escolhida, a Trilha Violeta, do Hércules.  Como a maioria das pousadas, o serviço incluso na diária restringe-se ao café da manhã, já que muitos turistas ficam praticamente o dia inteiro fora, espalhados pelas trilhas que fazem do lugar, a melhor atração.  Os quartos são pequenos mas extremamente agradáveis e simpáticos com todo o clima do local, ou seja, místico pelos cristais e rústico pelo que a natureza proporciona.


Depois de um dia inteiro de pesquisa e primeiras observações, procuramos por uma boa refeição para a equipe.  Ali no vilarejo com ruas de terra e areia, é bom andar com o seu “melhor calçado”.  Tem que ser aquele velho e confortável, de preferência aquela sandália ou chinelão mesmo, com os pés soltos pra relaxar.  Deixar os “pés presos” naquele tênis Nike, Puma... é um desperdício.  Deixe isso para o momento das caminhadas.


Como chegamos numa segunda-feira, alguns restaurantes estavam fechados.  Abrem de 5ª a domingo.  Outros funcionam à todo vapor, como o Feitiço da Vila, de propriedade do casal Magda e Roberto.  Uma surpresa de cardápio!  Requinte com simplicidade, de muito bom gosto e pitada de regionalismo.  Mesas iluminadas à luz de vela, bancos de madeira, artesanato espalhado pelo ambiente e, menu de salmão com molho agridoce, frango com molho de manga, saladas com uma diversidade de molhos especiais e muito mais!


A simplicidade é marca registrada do local.  Amizades se fazem em segundos.  No jantar conhecemos um belo casal de Brasília que por paixão ao local, casaram-se ali quando jovens e adquiriram há pouco tempo, uma pequena propriedade na Vila para o descanso da família.  A paixão, o amor e o cuidado que as pessoas adquirem pelo local não tem descrição.  Brilham nos olhos e nas histórias que cada um plantou ali.  O próprio Roberto como ele mesmo comenta “não calça um sapato social como em sua época de executivo na capital federal, há pelo menos 5 anos!!”.  Ele estava de bermuda, camiseta e chinelinho de dedo servindo a gente.  E Magda, resumiu o local numa única palavra que descreve tudo na Chapada, a EXUBERÂNCIA do local.


Ao final do aconchegante jantar nos recolhemos em direção à pousada, sem antes deixar de constatar o comentário de Magda.  Levantar os olhos para o céu e procurar pelas estrelas.  E neste simples movimento, apesar das pesquenas casas do vilarejo e das grandes árvores que nos cercavam, podemos nos certificar da “exuberância” e força das estrelas que iluminam a região.
 

Nosso primeiro dia demonstrou muito do que encontraríamos em nossa pesquisa de campo.
 

MAIS... 

Periodicamente nossos internautas podem compartilhar um pequeno descritivo da produção do projeto PARQUES NACIONAIS DO BRASIL  Através de breves momentos do DIÁRIO DE CAMPO de nossa equipe que são publicados em nossas páginas da web, muitos poderão antecipadamente muitos detalhes de cada Parque visitado.  Boa leitura à todos!



Diario de Campo - 1o. dia
Destino Brasília/DF:  Saída de São Paulo...1:20 h de vôo até Brasília...



Diario de Campo - 2o. dia
Nosso 2º. Dia na Vila São Jorge foi rico em informações, visitas a campo e coleta de muitas informações que enriqueceriam imensamente o roteiro de nosso projeto.



Diário de Campo - 2o. dia - As primeiras trilhas
Logo que o turista chega ao parque, encontra o Centro de Visitantes.  Lá encontrará exposição de fotos e muitos mapas ilustrando toda região.



Diario de Campo - 3o. dia
Nosso dia estava reservado a observar os animais do parque.  Conhecer as espécies mais comuns do local, tais como o lobo guará, as emas, seriemas, o carcará e principalmente aquele que deu nome à região, o veado campeiro.


Diário de Campo - 4o. dia
Os dias continuaram a amanhecer ensolarados.  Os pássaros alimentando-se de pequenos insetos...




Conheça mais sobre o projeto
Com poucas palavras e textos, o projeto demostra através de imagens instantâneas criteriosamente captadas em sutis flagrantes, as mais belas características de todos os parques nacionais do país. 



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